domingo, 6 de setembro de 2009

Borboleta de Prata - capitulos 7 a 9




Capitulo 7

cortaaaaaaaaa... cade a tal borboleta de prata? torna a cortar de novo...
Avenida Sete, tipo 14h, dia de semana, cheio de gente

- olhaaaaa a fivelaaaaaaa, ultima moda na novela A alma gemea do Banguela
Americanoooo... Uma é 5 reaus, duas é 9... aproveiteeeeeeem
- Oiiii, quanto é a fivelinha? por sinal, divina...
- tem em formato de flor, de relouquiti, de jumentinho...
- eu quero essa, de borboleta...
- essa??? essa é 20 reaus...
- vinteeeeee? mais que roubooooo
- moço, essa eu achei no chão tou levando pra minha filha
- nananinanão... o senhor é camelô ou é madre tereza de calcutá
- eu sou camelô, moço, mas tenho filha
- ah, não quero nem saber, eu quero essa borboleta. pago quinze reaos... ah,
e não sou moço, não, sou menina, Terezão as suas ordens...
- Tá bom, seu Terezão, eu vendo por 15... Mas cuidado.
- Cuidado por que?
- soube que o Brasil vai entrar em guerra por causa de uma borboleta
prateada
- e o qué qui tem?
- pode ser essa, né? apareceu do nada no chão...

enquanto isso, Magaflor continuava intrigada com alguns assuntos

- Eu gostaria imensamente de saber a)quem era o cara que caiu estrebuchado,
b)o que aconteceu com ele, c) quem estava me seguindo d)onde fica essa tal
de Suváquia que quer fazer guerra com o Brasil...
- é facil: a) morreu e foi interrado como indigente, era espião da Suváquia,
que é um pais que fica pra lá da Russia, pra lá da Siberia, pra lá de tudo
que é lugar e é tão pequeno que não aparece no mapa...
- Renatinho... é você que estava me seguindo?
- é, professora, desde ontem que você me deve um autógrafo
- cadê o papel? xô ver... risk, risk, risk, pronto...
- valeu, Magaflor... vou tirar xerox e vender no ponto de ônibus pra pegar
dinheiro pra comprar picolé
- menino safado, perai que vou lhe dar uns cascudos...

Mas, porem, contudo, todavia, quando ela ia correndo atrás de Renatinho para
sentar-lhe uns cascudos, para um taxi...

- oooooooooh nãaaaaaaaaaao, outro cara estrebuchado?

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capitulo 8

só que em vez de cair um cara estrebuchado, sai do taxi uma mulher bem
vestidissima com um tailleur chanel (ou coisa que valha) cheirando a Ysatis
(ou outro perfume caro e forte) com o cabelo penteado no janinijaquis (ou
outro salão caro e divinamente maravilhoso

- bom dia, você é Magaflor?
- sim, sim...
- eu sou a Princesa Flor, da Suváquia. Cadê a borboleta de prata?
- e eu sei lá
- sabe sim e eu vou querer
- mas eu não sei cadê não
- sabe sim. não foi você que falou com o cara estrebuchado
- foi, mas e dai? eu sei lá de borboleta, mosca, mariposa, aranha...
- não quero saber, vou lhe levar de refem e lhe torturar até dizer cadê a
borboleta de prata
- por mim, azar... eu viro heroina, santa, vou ficar famosa... pode torturar
a vontade
- ouvindo o disquinho novo da Xaxuxa 550 trilhões de vezes? duvido que você
resista...

entrementes

- Euricooosvaldooooooooooooo, uuuuuuuuh, uhhhhhhh, olha o que eu comprei,
fofo?
- um cuecão de couro
- nada santa... uma fivelinha, olha que mimoso...
- fivelinha? mimosa?
- sim, no camelô, apenas 15 reais, filhooooo, olha aqui, amoooor
- heiiiiiim? uma borboleta de prata? pirou foi?
- porque?
- o Brasil vai entrar em guerra por causa de uma borboleta de prata
e se for essa?
- uma borboleta mixuruca que o camelô achou no chão? aiai... quem pirou foi
você Eurico Osvaldo... ah, e eu já fui alistar a gente, amanhã vamos fazer o
teste...
- teste? quem disse que eu quero...
- mas é bom, darling, imagine a gente segurando o fuzil, apontando o canhão,
armando as zarabatanas
- que mané de zarabatana, anta... ninguem aqui é indio não
- ah, não quero nem saber. amanhã vou pro salão, para manicure, quero chegar
no quartel lindona pra fazer o teste...

será que Terezão vai mesmo fazer algum teste?

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Capitulo 9

No dia seguinte, de manhã

- Euricosvaldooooo, que tal eu estou?
- ótima, Terezão, como sempre
- não notou nada diferente?
- tirou o megahair?
- só isso? olha o resto
- tirou o silicone
- só isso?
- tá de calça comprida, de gravata?
- claro, beibizinho, vou me alistar no exército. quero ir fechando...
- assim?
- lógico, você queria que eu fosse como? com a fantasia da Lavagem das
Escadarias do palacio dos Esportes, é?
- mas, os documentos, Terezão?
- bom, acho que não vou ficar pelado, hora...
- não falo disso... falo da carteira de identidade
- oxente, ta lá escrito Manoel Oscar da Silva Massaranduba. Mas chega de
falar besteira. Vamos para o quartel se alistar...
- quem disse que eu vou?
- oxente, vai sim? ce pensa que eu vou ser heroina de guerra sozinha? mas
nem morta, santa...

enquanto isso...

- Bom diaaaaa
- Dona princesa eu já falei que não sei de borboleta nenhuma
- eu não quero nem saber, vou ficar na sua cola, vou assistir sua aula.
- poxa, que invasão...
- meu pais ainda não invadiu o seu...
- falo de invasão de privacidade
- é? então cadê a borboleta de prata? eu vou querer
- mas eu não sei de borboleta nenhuma...
- mas você falou que o homem estrebuchado contou que era para ter cuidado
com a borboleta de prata
- mas eu não sei de nada.
- mas vai saber. você é minha refem...

enquanto isso, no camelô

- Uma traveca maluca comprou aquela fivelinha de borboleta prateada que
apareceu no chão. Deu 20 reaus
- 20? puxa que maluca. aquilo ali vale uns dois conto no máximo
- eu vendi por 15 era pra dar o troco e me esqueci.
- se armou
- armei nada. me livrei de um abacaxi. o Brasil vai entrar em guerra por
causa de uma borboleta prateada, eu me livrei logo
- xiiiii, se a televisão sabe disso
- se a televisão sabe o que?
- xiiiii... pior que a televisão, cumpadi, Emilia Estázia, a fofoqueira...

Emilia Eustázia? quem é essa?

Uêba - Os Melhores Links


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sexta-feira, 28 de agosto de 2009



Capitulo 4

ainda o telefonema

- meu marido? eu não sou casada...
- claro que é, Vamp Veronica, a drag... Seu ex-marido, a Sofia Bombom virou apenas Evangivaldo funcionário de banco e marido exemplar de uma professora
de primeiro grau, euzinha...
- eu não sou Vamp Veronica...
- ah, tá, e eu não sou Dagmar, a ex-biscate...
- coincidencia... telefone errado... fiquei nervosa porque a tal Suvaquia declarou guerra
- guerra? será por isso que o ordinário do Evangivaldo ainda não chegou? deve estar se borrando de medo e virou traveco de novo...

bom, Dagmar e Evangivaldo são meros acidentes de percurso, pelo menos por enquanto...

- cocororocoooooooo
- vixe, já é de manhã, deixa eu correr e ir picada pra escola...

porque será que Magaflor está com tanta pressa de ir pra escola se mal amanheceu o dia e o galo acabou de cantar?
 
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Capitulo 5

Magaflor acordou cedo e se mandou pra escola porque ela adora andar de manhã e aproveita para economizar o dinheiro do buzu

- po, salário de professor é uma merreca. O governador devia passar um mês dando aula e recebendo o que a gente recebe. Ele ia ver. Po, é uma responsabilidade retada. De nosso trabalho depende o futuro do Brasil(*)

ah, e o cara estrebuchado?

- Po, estou pensando quem era aquele cara e para onde ele foi. Que coisa invocante. Caiu do taxi, falou sobre a tal mariposa prateada, desmaiou e depois sumiu? Será que os ETs abduziram ele?

Magaflor nem desconfiava que estava sendo seguida muito discretamente e a uma distancia segura (para o espião) só o porteiro da escola viu...

- Dona Maga, eu lhe vi na televisão. Sabe que tinha alguem ali? Acho que queriam autógrafo e ficaram com vergonha de pegar...
- alguem? ali?
- pois é, a senhora andando e a pessoa atras
- mas o que poderiam querer comigo?

* com esta fala da Magaflor, a autora da novela parabeniza os professores pelo seu dia e ao mesmo tempo aproveita para protestar contra os baixos
salários e as péssimas condições de trabalho dos professores brasileiros.

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Capítulo 6

E Magaflor foi dar aula pensando em quem seria a sombra misteriosa que acompanhava seus passos de longe. Enquanto isso, no cafofo de Terezão... Mas  quem é Terezão?

- eeeeeeu souuuuuuuu a mosca da sopaaaaaaaaaaaaaa
- putz, Terezão, cala a matraca, quando você inventa cantar não tem quem aguente
- po, eu canto se quiser, ora...
- mas musica do Raul Seixas, de manhã cedo?
- ce queria o que? cantiguinha da Xuxa, Eurico Osvaldo?
- eu quero ver meu jornal, né, patroa? e você poderia aproveitar e ir pagar a prestação da geladeira que está atrasada...
- ver jornal, humpf. se ainda fosse programa de beleza
- beleza pra traveco?
- po, não precisa lembrar né? eu me sinto uma mocinha...
- mocinha, kakakakak... ah, santa, se prepare, o Brasil entrou em guerra com a Suváquia e é bem capaz que a gente precise se alistar
- eeeeeeu? vestir aquele modelito com aquelas botinhas desarticuladas e ainda carregar aquele treco horroroso no ombro?
- que treco horroroso, mocréia, aquilo é um fuzil. e o pior que você vai ter que cortar o megahair...
- aaaaah, se situe... eu sou artista, meu bem, no máximo iria para o pacífico animar as tropas...

enquanto isso na Suváquia

- Brrincipe Igor, eu zaberr que brrazileirras estar indo voddarr barra se desarmarr zerrá que poderriamos darr uma drregua?
- mas que drregua, ainda non terr nenhum batalha, brrimeirra ministroo...
- e eu achar que non vai derr, brazzileirras zerem muito ocupadas tomando conta do vida amorrosa de ronalda, zua crraca de futebol... e o guerra zer por causa de zeu esposa, o Brrinzesza Flor
- qué qui tem eu, fuxiqueiro? eu não fiz nada, marido, o que esse ministro contar é mentira. O Genesio é apenas um velho e bom amigo...

No quartel do corpo de bombeiros...

- Moçoooooooooo, bom diaaaaaaaa
- Hum, bom dia...
- eu queria me alistar
- você? tem certeza, coisinha lindinha?
- Coisinha lindinha vírgula. Meu nome é Manoel Oscar, tambem conhecido como Terezão...
- mas não temos vaga para bombeiros, não
- booooooombeiroooooossssss? aqueles caras que apagam fogo, escalam paredes?
deus me livre... eu errei de endereço, querido... quero me alistar no exército

Muda de cenário, de tudo. Deixa Terezão se alistando para ir a guerra. No Barbalho, Magaflor é novamente seguida pela sombra misteriosa...

- eu acho que vi mais de uma sombra atrás de mim... será que estou sendo seguida mesmo?

sábado, 22 de agosto de 2009

A Borboleta de Prata - capitulo 2 capitulo 3



Capitulo 2

Suváquia

- Non poderr zerr, alteza, o borboleta de prrata?
- pois é, num prrogrrama de televison em Bahia. Meu esposa viu e eu viu tambem
- mas isso zerr muito grrave. ai que nós prrecizamos invadir o Brrazil
- mas isso zerr maluquice. Nossas paises son pacificas. E alem disso Brrazil enorme e Suvaquia pequeno. Nosso forzaz armadas ter apenas 10 soldados, cinco escodeirras e 10 cachorros.
- brrezizamos de reforços. que tal convocarrmos os nossas sogras?

enquanto isso, no Salão de Beleza Só Milagre...

- Andreza, minha filha, olha isso aqui, está no jornal e eu vi no programa do Coelhinho. Um cara se estrebuchou nos pés de uma professorinha e a policia não fez nada
- Um cara?
- Pior que o sujeito sumiu. Quando a ambulância chegou não tinha ninguem lá. E ele caiu de um taxi...
- Taxi?
- Mas ninguem achou. E falou de uma tal borboleta de prata
- Hum, acho que sei o que é. Tá na moda agora é uma fivela de cabelo em forma de borboleta. Tem de todas as cores. Minha sogra comprou uma fuchsia. Ficou ridicula, claro, mas eu disse que ficou lindo só pára a velha usar e eu dar risada...
- que mané fivela nada. Mas que tem um mistério, tem. O cara sumiu, ninguem sabe que borboleta é essa
- eu ainda acho que é a fivela...
- mas que fivela. se fosse fivela de cabelo ia ser azul, verde-periquito qualquer cor, mas nunca borboleta de prata...
- eu acho que é a fivela... Hum, Veronicaaaaaaaaa, olhaaaaaaa, tem um país chamado Suváquia querendo declarar guerra ao Brasil
- cacacacaaaaaaaaa, guerra? vai se estrebuchar. Temos uma arma secreta poderosissima...
- que arma? Ivete Sangalo cantando a festa e botando todo mundo pra empurrar o trio elétrico?
- meninaaaa, vamos mudar de assunto. Salão de beleza é lugar de fofoca, guerra tem espião secreto. E a gente nem sabe quem está ai... Pois é... Vai e alguem está interessado na borboleta de prata...
- Po, é mesmo. Prefiro me concentrar em outros assuntos, como a palha do côco pro luau...

minutos depois

- alo, fala quem está pagando... heim? você ouviu bem? arma secreta? palha do côco? tem certeza? o que mais? Ok, bom trabalho, vou informar ao príncipe
agora mesmo...

espião? num salão de beleza? quem era?

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Capítulo 3

por onde anda Magaflor?

Depois que denunciou o cara estrebuchado no ponto perto do Iceia, Magaflor resolveu voltar pra casa. Já era de tardinha e até pular de buzu em buzu até chegar ao iguatemi já seria hora de dar aula e no dia seguinte. Apareceu na televisão, virou sensação na vizinhança.

- moçaaaaaaaa, me dê um otrogo
- não vou dar autógrafo nenhum, Renatinho. Po, ce é meu vizinho desde que nasceu
- mas agora você ficou famosa, Maguinha
- Famosa? eu? só porque um cara caiu do taxi todo estrebuchado e eu liguei pro Coelhinho?
- pois é, e apareceu na televisão. Soube que lhe viram até na Suváquia aquele lugar que quer declarar guerra ao Brasil
- guerra?
- pois é. Já estou treinando aqui para se me convocarem
- mas você só tem 9 anos, Renatinho
- eu sei. Mas se a guerra demorar? se lembre que a guerra dos cem anos durou uma cacetada de tempo... Por isso que eu tou treinando
- treinando como?
- dando badogada na mangueira da igreja...
- mas na da igreja?
- claro? lá não é casa de Deus? eu tambem não sou filho de Deus? então eu tenho direito, ora, né pecado não...

enquanto isso...

- alô, SSS boa noite qual a senha?... O rato roeu a roupa do rei de roma?... infelizmente está errada. Mudamos para um tigre, dois tigres, tres tigres há tempos... quem? a mulher do espião secreto da Suváquia no Brasil? e o que a senhora deseja? emprego? ah, tá... vamos ver nosso questionário básico: com quantos paus se faz uma canoa?... acertou... bom, aguarde amanhã. vamos precisar de reforço aqui no SSS, Serviço Secreto da Suváquia...

entrementes ainda...

- Alô, Andrezaaaaaaaaa, é Verônica. Você viu na televisão? apareceu a tal professora. Foi. Virou celebridade, menina. Vai apresentar um programa de entrevista, vai ser protagonista de novela e ainda vai posar nua para a revista Playglauco, uma publicação nova para velhos viciados em menininhas...
- Verônica, se situe, né? você ligou errado, aqui quem está falando não é a Andreza, é Dagmar sua arquiinimiga, lembra? a que tomou seu marido...

Dagmar, que tomou o marido de Veronica? quem é essa?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A Borboleta de Prata - Capítulo 1



Capitulo 1

introdução
(tá, novela não tem introdução, mas essa aqui, tem)

Depois do casamento de Juliana e Fernando, a Princesa Flor voltou a seu país, o obscuro reino da Suváquia. Na capital, K-Tinga, conversando com seu marido, o Grão-Duque Igor Gosto de Tigre (porque ele só gosta de roupas listadas), ela simplesmente exigiu que a Suváquia declarasse guerra ao Brasil. Mas...

Bahia, enquanto a Suváquia declarava guerra...

Magaflor é uma professora de maternal muito bonitinha. Simples, sem nada demais, daquelas que compra roupa na Avenida Sete e só em dezembro, com o décimo-terceiro, arrisca-se a ir aos shoppings da vida. Torce pelo Bahia, mora no Barbalho e seu nome é uma homenagem a suas duas avós, Magali e Floripedes... Um belo dia, enquanto esperava o ônibus num ponto perto do Iceia, Magaflor vê um taxi parar repentinamente na sinaleira e um cara se estrebuchando a seus pés:
- Cucucucucuiidadado com a Borboleta de Prata... disse isso e desmaiou.
Flor gritou, berrou, saiu correndo e foi parar no módulo policial
- tem um cara ali se estrebuchando, caiu de um taxi
- isso é com a secretaria de trânsito
- mas o cara tá morrendo
- chama a ambulancia
- Seu Guardaaa, helloou, aterrissa, tou falando de um cara quase morto...
- minha senhora, a gente não podemos fazer nada. Não temos viatura, trabalhamos em dupla e não podemos sair e deixar o modulo sozinho
- bom, só tenho uma coisa a fazer, vou ligar para o Coelhinho, mas antes quero saber: cadê o outro guarda?
- tá no banheiro...
- que banheiro?
- ali da padaria
- que padaria? ah, deixa pra lá

E assim, Magaflor liga para o Coelhinho, famoso apresentador de programa sensacionalista e abre o jogo:
- Seu Coelhinho, eu assisto sempre seu programa Via de Mão Dupla e é por isso que eu estou ligando. Tem um cara se estrebuchando aqui. Caiu de um taxi. Disse para eu ter cuidado com a Borboleta de Prata e desmaiou.
- Que booooorrrrrrboleta de praaaaataa?
- vixe, errei, liguei pro Gavião Tremeno...
- Não, aqui é o Coelhinho, mesmo, é que eu estou treinando para um novo emprego, narrador de corrida de jegue. Vou trabalhar lá em Barreirinha do Rio Molhado, a terra...
- isso foi na outra novela, moço. Deixa os jegues para lá, estou falando do homem que estava se estrebuchando e falou da borboleta de prata...

A noticia foi parar na TV e chegou via satélite até o palácio em K-Tinga onde foi vista pela princesa Flor e seu marido igor...
- aaaaaaaaaaaaaaaaah, nãaaaaaaaaaaaaaaaao, o segredo foi revelado, a Borboleta de prata
- o que? a Borboleta de prata


mas que raio de borboleta é essa? leiam...

domingo, 2 de agosto de 2009

A Outra - capitulos 8 a

Capitulo 8

Sandrinha não era dada a coisas rurais, mas ela leu numa revista esotérica
que é bom estar em sintonia com a terra e foi cuidar da hortinha...

- Po, isso aqui tá um lixo, vou te contar... Silva, capine isso aqui
- mas eu não sei capinar, dona madame. eu só sou o motorista
- ah, tudo tem uma primeira vez. capine isso aqui
- mas era a planta preferida da patroa. ela juntava, secava, se trancava ali
no fundo, queimava e saia um cheirooooo... ela saia de lá calmaaaaaaaaaa...
mas com uma fome disgramenta... adorava essa plantinha
- por isso mesmo que eu quero capinar. arranque tudo que eu vou plantar
outraaa coisaaaaa...
- posso saber o que, Madame?
- boldo. o povo daqui come mal, bebe muito e deve precisar de remédio para
estomago. vou fazer chá pra vender.

nesse momento os berros de Manoel são ouvidos na horta

- po, que cara esganiçado. Pega o carro, Silva, vamos procurar um shopping
center. quero ver umas vitrines.
- mas o patrão está chamando
- que chame... eu respondo se quiser. e agora estou afim de passear, vamos
nessa?

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só um aviso: como essa história não fluiu como eu esperava, será encurtada

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Capítulo 9

Sandrinha não foi passear. Ela sacou o que era a hortinha e se mandou. No
primeiro buzu que passou ela embarcou e hoje mora em Tocantins, do outro
lado do Rio Araguaia onde montou uma comunidade alternativa porem
chiquérrima e baladeira, como ela diz, porque "ninguem pode ser radical,
não, violão"

- Bom dia queridos visitantes, nossa programação hoje está sensacional,
vamos ter meditação, yoga, um campeonato de oito maluco e a noite
sensacional show de reggae...

enquanto isso na fazenda...

- Buaaaaaa, buaaaaaaaaa, buaaaaaaa
- eu disse que isso não ia prestar, Patrão
- Eu sei, Silva... Culpa da Filomena e da Eleutéria. Plantavam maconha na
hortinha no fundo da casa...
- Uma morreu e a outra fugiu...
- Não, a Eleutéria está presa. Era ela que vendia a muamba...
- Falo de sua esposa, patrão
- Não, Filomena morreu...
- a segunda, Dona Sandrinha...
- pior foi me deixar aqui nessa fazenda horrorosa que nem era minha...
- oxente? não era sua, não?

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Ultimo capitulo

Manoel Mateus e Silva conversam

- né minha não... mas só essa semana que eu fiquei sabendo. Tem uma carta
escondida no galinheiro que revela quem é o proprietário de tudo inclusive
da hortinha de maconha...
- po, patrão, vamos ler...
- amanhã. estou esperando a Sandrinha que vai voltar e a Eleutéria que vai
ter uma folga na cadeia.

no dia seguinte...

- Amigos, eu sou Davi Alexandre, advogado, tenho esse nome ridiculo porque
meu pai adorava heroi...
- epaaaaaa, nós viemos aqui para ouvir uma carta ou ficar falando besteira?
- bom, continuando, anos e anos e anos depois, fomos avisado que havia uma
carta no galinheiro informando quem é o verdadeiro proprietário da Fazenda
Maria Joana...
- Oxente, a fazenda tem nome? só assim eu sabia...
- continuando, numa busca para ver se alem de maconha a falecida Filomena
ainda plantava outras coisas, um dos cachorros da policia achou os papeis
que quase iam sendo destruidos pensando-se que era seda de baseado. Foi
quando a policia viu que tinha tinta de máquina de escrever e conferiu: eram
documentos importantes, o testamento de do Coronel Filomeno, dizendo que
vendeu as terras pro Eleutério José, avô de Dona Eleutéria, que por sua vez
vendeu as terras pro avô de Manoel Mateus, que por sua vez deixou de herança
pro neto mais maluco que pintou na face da terra
- o João Joaquim?
- não... o Filomeno... Sua esposa, Manoel, era homem...
- heeeeeeeeeeeim?
- por isso que ela não transava
- por isso que dormia lá no fundo
- por isso que Eleutéria gemia de noite
- por isso que Silva nunca conseguiu comer ela
- Mas, eu sou sapatão, dona Filomena dizia que era mulher... então aquele
negócio que cresceu na minha barriga e saiu chorando era um nenem? não era
um tipo de verme especial que dá pra lá de bagdá?
- kkkkkkkkkkkkkkk em que toco eu fui amarrar meu jegue, vou me mandar...

pra completar a história, Filomena ou Filomeno, não tinha morrido. A policia
estava de olho na hortinha e ela se escondeu em Brasilia alegando que lá já
tem monte de criminoso, falcatrueiro e ninguem ia reparar se aparecesse mais
um. Mas repararam. Porque na hora de depor na CPI ele estava muito doido e
perguntou: "vem cá, e eu te conheço?"... Manoel Mateus e Joaquim João se
mandaram de lá. Joaquim casou com a filha de um empresário e foi para as
ilhas Cayman montar um caixa dois amoroso. Manoel Mateus voltou a viajar de
navio. Filomena e Eleuterio casaram e tiveram mais filhinhos, e Sandrinha...

- Brrezado Sandrinhaa, zegundo nossas leiz cazamentas que serrem rrealizadas
em cadeia non terr valor forra dos grradez. assim sendo, conssiderre-se
zoldeirra...

- obaaaaaaaaaaaaa. Luiz Felipeeeeeeeeeeee, eu não casei, eu não casei... -
oxente...
- olhe aqui, tá escrito. "o casamento zerr de mentirrinha, parra enganarr as
prezas que ficam quietinhas sem benzarr em besteirras"...
- então...
- claro, baby, nós podemos casar e morar lá em Salvador mesmo porque eu
cansei de mato...
- então...
- então vamos, né? ou você vai desistir?

FIM

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A Outra - capoitulos 4 a 7

Capitulo 4

- Eleutériaaaaaaaaa, chegamooooooooos
- Seu Manoel Mateus, seja bem vindo.
- Esta é a nova patroa, Sandrinha
- Oi, você é a governanta, né? deve ser chata, encherida, fiel a primeira mulher de meu marido, vai me sacanear e se bobear bota fogo na casa
- quem falou isso?
- eu li em Rebecca, no curso de ingles.
- Mas aqui é a vida real, Sandrinha
- eu sei. e estou longe de ser babaca como as heroinas das outras novelas.
- er, deixa mostrar o quarto
- pode deixar, Eleuteria, eu sei o caminho
- mas patrão... falo do quarto dela, lá no fundo, perto do cachorro
- ah, seu quarto... Não sei o que eu perdi lá.
- O quarto perto do cachorro? mas era o quarto da falecida
- oxente, ela não dormia na casa, não?

será?
 
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Capitulo 5

-oxente, ela não dormia na casa, não?
- bom, er...
- dormia, sim.
- as vezes
- dormia, não dormir ou bom, er?
- deixa isso pra lá, Sandrinha.

mais tarde, depois do jantar

- Bom, Manoel Mateus, a casa é ajeitadinha, gostei do quarto, acabou a novela, vamos pra balada?
- que balada? isso aqui é interior
- não tem um botequinho com uma radiola por ai?
- bom, eu não sei, a falecida era caseira...
- eu não sou a falecida, Manoel Mateus. Você me conheceu no reggae
- salsa
- reggae, salsa, tudo do Caribe, eu quero ir pra balada
- mas aqui não tem
- não tinha. vou dar uma festa, amanhã mesmo vou providenciar tudo

na cozinha, ouvindo atras da porta

- Eleutéria, isso não vai prestar
- o que, Silva?
- ouvir atrás da porta
- eu ouço sim. A maluca está dizendo que vai dar uma festa
- po, legal. essa casa no tempo da falecida parecia um cemiterio
- a falecida tinha classe
- classe até pode ser, mas não tinha alegria
- bom... ela falou em festa. veremos se ela vai conseguir fazer a festa
- porque? ce vai sacanear?

sim, e será que Sandrinha vai deixar?
 
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Capitulo 6

de repenteeeeee...

- arráaaaaaa, tipico de empregada que é doida pra dar ao patrão, ouvindo atrás da porta...
- eeeeeu?
- não, minha vizinha... bom, caso interessar possa, eu vou dar uma festa.
- legal, Madame, estou as ordens para ajudar
- bom, então tranque Eleutéria no galinheiro, ela vai passar lá um mes pra não sacanear minha festa.

Claro que Sandrinha era baladeira, reggaeira, salseira, mas em planejamento era nota zero. Pra dar certo ela contratou tudo fora. Tava tudo bem. A festa seria o maior sucesso, ia ter até show ao vivo o escambau a quatro. Mas ai, veio a conta do cartão de crédito...

- Sandrinhaaaaaaaaaaaaaaa
- chamou, maridão?
- o que significa isso?
- bom, sacomequié, tem uns preparativinhos pra festa, coisa básica, buffet, meu vestido, manicure, calista, a banda que vai tocar, atrações, homem pelado pras meninas, domador de pulga...
- mas assim eu vou a falencia. vamos cortar despesas
- buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, eu vou me divorciaaaaaar, tou aqui nesse fiofó de Judas, sem peene pra fazer, invento uma festa e você quer que eu corte o homem pelado...
- não, pode deixar o homem pelado. eu falei do domador de pulgas, tenho alergia a insetos...

enquanto isso, na cozinha...

- Silva, esse negócio não vai prestar
- o que? eu ter lhe tirado do galinheiro
- a lista de convidados. Olha quem está aqui? João Joaquim, ex-namorado dafalecida...
- o irmão do patrão? que foi expulso do enterro? caraca... vai dar zebra...

será que vai dar zebra mesmo?
 
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Capitulo 7

João Joaquim podia ser irmão gêmeo de Manoel Mateus. Mas de igual só tinha a cara. De resto, era totalmente diferente. Manoel Mateus era caretão e parecia um velho de 50 e lasca. João Joaquim era muito doido, adorava rock, esportes radicais e parecia uns 20 e poucos. Na verdade, ambos (bom, eles são gemeos, claro) tinham uns 39...

- Caraca, você é irmão do Manoel?
- e você é a substituta da falecida
- substituta uma ova. Eu sou a titular, pelo menos agora. Ah, e estou dando uma festa. Aliás, quem lhe convidou?
- A Eleutéria, claro...
- aquele clone de Mrs Danvers de Rebecca? Muiézinha escrota, só que comigo ela pega embaixo. Para uma cobra, uma cobra e meia.
- sua mãe?
- não, panaca, eu, é claro. bom, deixa ir ver a banda. contratei uma banda de rock da hora pra tocar aqui
- banda de rock? mas eu vi chegar um trio nordestino
- sai de baixo. tá pensando o que? que só porque eu vim morar nesse fim de mundo eu vou gostar de forró, é?

a festa teria sido um desbunde se acontecesse em Nova York. Mas em se tratando de Brasil, seria doida até se acontecesse em São Paulo. Banda de rock, jato de espuma, banheira de cerveja, dança do ventre e todos os delirios que Sandrinha achou de ter. Depois da festa...

- Sandrinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... Sandrinhaaaaaaaaaaaaaaaa... Sandrinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... Sandrinhaaaaaaaaaaaaaaaa... Sandrinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... Sandrinhaaaaaaaaaaaaaaaa... Sandrinhaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... Sandrinhaaaaaaaaaaaaaaaa... onde essa ordinária se meteu...
- Eleutériaaaaa
- pronto, patrão
- cade minha esposa?
- no cemitério
- cemitério?
- sim, descansando em paz...
- ela morreu?
- faz mais de ano, patrão
- ah, não falo da finada, imbecil. falo da Sandrinha...
- ah, ela foi conhecer a hortinha da patroa... diz ela que ia fazer uns melhoramentos e plantar umas coisinhas rentáveis...
- nananinanão... a hortinha da finada já deu problema demais.
- Sandrinhaaaaaaaaaaaa...

qui diacho tem na hortinha? que coisas rentáveis Sandrinha quer plantar? veja depois.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A Outra - Prológo e capitulos 1 a

Fatima Dannemann

Prologo

Cemitério da cidade de Prato Raso...
- buaaaaaaa, buaaaaaaa, buaaaaaaaaa, descanse em paz, Dona Filomena, vou  cuidar para que seu marido nunca mais se case de novo
- Eleutériaaaaaaa, você é apenas a governanta. Se Seu Manoel Mateus, nosso patrão, quiser casar de novo...
- Silvaaaaaaaaaaa, calabocaaaaaaa, para um motorista você é muito fofoqueiro. Eu cuido da casa e eu posso me meter.
- Falando em casa, seu Manoel Mateus ia chegar hoje.
- hoje, na capital. Lembre que aqui é longe pra dedéu...

e ouvem-se patas de cavalo esquipando...

- vixe, um fantasma
- que fantasma que nada, Silva, é um cavalo
- eu sei. mas cavalo esquipador aqui nessa cidade?
- telegramaaaaaaaaaaaa Dona Eleutéria dos Santos
- obrigada por trazer, Lilico, deixa eu ver... (rasg, rasg)...
aaarrrrrrrrrrrrrghhhhhh, tragediaaaaaaaaa
- o patrão morreu?
- pior. casou de novo.
- cacacacacá e você queria proibir o patrão de casar
- melhor irmos para casa. humpf...
 
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Fatima Dannemann

Capitulo 1

numa ilha do caribe, durante um cruzeiro maritimo, varios meses antes

- de que callada manera se me adentra usted sorriendo como se fuera la primavera...
- eita que essa festa ta boa pra dedeu...
- tá mesmo Sandrinha
- só tá faltando pegar uns muchachos. o navio está cheio
- deixa de ser assanha
- ah, eu vou a luta. Tá vendo aquele ali? vou pegar, saque só... oiiiiiii, vamos dar uma dançadinha básica?
- mas faz tempo que eu não danço. Eu sou viuvo, minha esposa morreu...
- ela que morreu, meu. você tá vivo. se solte...
- mas, mas...
- nem mas, nem meio mas. vamos... só uma dançadinha...
- tá, mas só uma dançadinha...
- você é de onde mesmo?
- moro no interior, numa fazenda, numa cidade chamada Prato Raso
- nunca ouvi falar. Meu nome é Sandrinha, baianissima, moro em Salvador, sou veterinária, torcedora do Bahia e pulo no Eva...
- Sou Manoel Mateus...
- pensas que é libre porque andas suelto...
- musica lenta... minha esposa...
- aaaah, pode parar com esse papo de esposa. ela morreu, cara, já deve ter até reencarnado. se solte...
- mas, mas, o que os outros vão pensar?
- que nós estamos num cruzeiro, no Caribe, e que aqui é o reino da galinhagem mesmo...
- ahahaha. Você, heim, decidida
- claro, já pensou na concorrência? ninfetas taradas, separadas carentes, casadas insatisfeitas, ah, e ainda tem as bichas. quem chegar primeiro que pegue e fique.
- Bom, gostei de você, Sandrinha, acho que podemos ser amigos.
- só? amigo por amigo, tem Madalena minha avó e Celina, minha tia, aquelas duas véia sentadas ali jogando baralho...

na mesa das senhoras

- Pule...
- pegue duas
- epa, Celina, você esta roubando, se você pulou como eu posso pegar duas
- da mesma forma que estamos num cruzeiro pelo Caribe jogando oito maluco
- vovóooooo, titiaaaaaaaaaa, deixa eu apresentar o Manoel Mateus
- oooooh, vamos jogar oito maluco de quatro
- vovó, de quatro é melhor fazer outra coisa...
- se respeiteeeeeeeee... estou falando do jogo
- e eu tambem. pensava em jogar king pra variar...
- bom, eu só sei jogar dominó
- nós lhe ensinamos, Manoel Mateus. Afinal, em nossa familia você precisa jogar king, oito maluco...
- nossa familia?
- claro
- você pretende casar com minha sobrinha, não é mesmo?
- Tia Celinaaaa
- psiuuuuuuuuu, tou tentando lhe desencalhar, anta, fique fria...
- mas o cara é o maior caipira, mora num lugar chamado Prato Raso.
- E daí? você da um up grade e leva ele para morar em travessa de salada que é maior...
- ah, porque vocês não vão dançar, heim? aproveite e peça minha neta em casamento...
- vovó, titia, se o cara fugir e se eu não arrumar mais ninguem aqui no
navio, voces me pagam, podem ter certeza...

e ai, o que acontecerá entre Sandrinha e Manoel Mateus? será que eles vão
casar? veja no capitulo 2

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Capitulo 2

no navio, durante a escala na Republica Dominicana

- correspondencia para a senhorita Sandrinha
- deixa ver, rasg, rasg...
- não esqueceu de nada?
- ah, a gorjeta, tome aqui
- só?
- ce quer o que? eu ganho em real e sou honesta, não recebo mensalão nem compro na Lasdu, não...
- unha de fome...
- ridiculo. ah, deixa eu ler a carta...
Querida Sandrinha, infelizmente, ainda não é chegado o momento de me casar e sua avó e sua tia estão com pressa. Já fui, Banda Mel, tchau e bença, Manoel
Mateus
- buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, eu sabia que isso não ia prestar

semanas depois, em Genebra, na beira do Lac Leman

- Mademosele, qui heure son?
- Non comprener nadiquez de nadez... qué qui vous falê?
- Brasileira?
- oui, oui, meu nome zerr Patrricia
- oh, nom prrecisa sotaque, eu tambem zerr brrasileirro, Manoel Mateus. Baiano de Prato Raso
- eu sou Baiana mas de Salvador mesmo
- viuvo
- abandonada pelo ex-noivo, aquele cretino do Oscar grrrr...
- correndo de uma tarada chamada Sandrinha
- torcedora do Bahia, veterinaria e pula do Eva
- meus sais, você também?
- não, essa é a Sandrinha. Sou Bahia, mas pulo no Camaleão e sou professora de cachorros yorkshire.
- legal...
- vamos ali tomar um cafézinho?

entretanto, ali perto, no café...

- ahahaha, Abdul, você zerr tão drolle, cacaca
- Zandrinha, você que serr engrazada...
- oooooh, nãaaaaao
- que zer?
- ali na porta, a chata da Patricia com o babaca do Manoel Mateus
- o que zair da navio?
- pois é...
- bena que eu non boderr chamar minha primo. Suiça ter tratada de neutralidade... se fosse no Estados Unidos, meu primo derrubava o arranha-céu barra descontar o que zandrinha sofreu
- quem é seu primo, Abdul?
- Edmundo
- Edmundo? brasileiro? e um brasileiro chamado Edmundo ia derrubar algum edificio?
- ia sim, ele trabalhou no construçon daquele edificio que caiu lá no Barra da Tijuca, lembra?

enquanto isso...

- Po, bicho, não acredito, Sandrinha? aqui?
- Patricia, não ligue, querida
- Na verdade esse cafezinho é para selar nosso relacionamento
- que relacionamento, Mané, você acabou de me conhecer
- Mas não vou perder tempo. Vamos casar?

o que? casar? vejam depois
 
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Capitulo 3

- Casar? ir morar num lugar chamado Prato Raso onde não deve ter predio com elevador, shopping center?
- nuncaaaaaaaaaa, tou fora, baby...
- kkkk, Sandrinhaaaaaaa, olhe, nem brezizarr Edmundo derrubar a arranha-ceu. Zeu amiga Patrricia darr um a zerro no Manoel
- cachorroooooooooo, essa coisa azeda, você pede em casamento. Mas a mim, não, safadoooooooooo, vai apanhar
- calmaaaaaa, deixa eu chamar o Edmundo

dias depois, na saida da prisão

- Oh, Manoel Mateus
- Oh, Sandrinha
- sabe, enquanto eu lhe batia e a policia me levava naquele camburão eu pensei que não saberia viver sem você
- nem eu, Sandrinha, ainda bem que o capelão da cadeia concordou em fazer nosso casamento
- que mico, né? mas eu sabia lá que a Suiça era tão ordeira e que ninguem brigava assim que nem nós?
- E a Patricia, heim? Fugiu com seu namorado, o Abdul
- deve ter entrado pra Al-Caida...
- Al-Caida, sim, uma organização de mulheres feias com tudo caido...
- bom, vou mandar o telegrama e avisar que nós estamos chegando...

no presente... em Prato Raso

- Imagine só, Patroa Filomena, casou na cadeia. Nem ao menos foi numa Catedral. Tá, eu sei que casar na Suiça deve ser chique. Mas, na Cadeia? Po,
ninguem merece... Mas eu já sei o que eu vou fazer... Me aguarde.

As Estrangeiras - Capitulo 4 - Gabrielle a francesa

Capitulo 4 ´- Gabrielle, a francesa Gabrielle era francesa mas não nasceu nem morava em Paris. Tampouco morava em, Lyon, Marseille, N...